Aos 128 anos, Aquidauana troca felicitações por lágrimas e necessidade de reflexão

Aos 128 anos, Aquidauana troca felicitações por lágrimas e necessidade de reflexão

ago 16, 2020 Matéria por admin

Neste sábado, dia 15 agosto comemoramos os 128 anos de Aquidauana. A data que antes era abrilhantada com sorrisos, comemorações e aplausos, nesse ano é regada de lágrimas e luto.

Nos últimos dias, abrir o Facebook em Aquidauana não tem sido uma opção tão otimista. Com o avanço das contaminações pelo novo coronavírus, a rede se tornou um obituário.

Desde o início da pandemia, a cidade se despediu de forma desumana de inúmeros pais e mães de família, de jovens com futuros promissores e de figuras importantes no contexto histórico. Entre elas, o professor Geraldo Vória, diretor do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) de Aquidauana e também Dona Maria Antônia, integrante do PSC (Partido Social Cristão), pré-candidata a vereadora, que carregava consigo ideias de inovação e mudança para a cidade.

“Não perdemos somente pessoas queridas, perdemos parte da história de Aquidauana. É momento de refletirmos sobre a atuação pública e como a gestão tem conduzido a cidade. Me preocupo com o agora e principalmente com o futuro. Até quando iremos chorar com situações de morte em nosso município? E quem vai pagar a conta de toda essa tragédia que temos vivido? Precisamos refletir e agir imediatamente”, diz o empresário e pré-candidato a prefeito pelo PSC, Alemão Casanova.

O empresário lembra dos anos anteriores, onde o dia 15 de agosto era composto pelos desfiles dos estudantes, ao som de tambores, com a população nas ruas, celebrando a querida Princesinha do Sul.

Afinal, não adianta apenas parabenizar a população, as famílias que estão sofrendo não querem felicitações pelo aniversário da cidade. Querem medidas, ações e projetos que tragam novos ventos ao município.

Porém, 2020 veio com uma rasteira aos aquidauanenses, que todos os dias precisam abrir mão do ritual de despedida de seus entes queridos e vê-los de longe partir.

Em especial, a comunidade indígena. A que mais tem sofrido com as contaminações da covid-19, assim perdendo parte da sua história e de seus antecessores.

Alemão Casanova acredita em um futuro, acredita que Aquidauana pode voltar a sorrir em breve e após ter passado por muitas barreiras e dificuldades em sua vida, sabe na prática o significado de resiliência. Por isso se colocou à disposição da cidade que o recebeu de braços abertos, para ser o nome que trará um novo momento e estará lado a lado a população amenizando os impactos sofridos até aqui.

“Se dermos aos mãos, com fé e luta logo voltaremos as ruas comemorar essa data e em alto e bom som, bradaremos o trecho de nosso hino que diz: “Juntos cantemos, e alto proclamemos, Quer aqui, quer também em toda parte. A bravura, o trabalho, e o amor de’arte, Que, em folhas d’ouro sempre guardemos”, finaliza, Casanova.

Fonte: Heloisa Trindade (ASCOM)

DRT 1424MS

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